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BLog em novo domínio: http://tedioequietude.blogspot.com/
Escrito por Julio Anselmo às 21h08
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Em breve estará aqui: " a importância do sentimento na construção da não-alienação." e mais poesias.
Importante citar: " Estou trabalhando em uma narrativa, caso nasça como quero, nascerá belíssima(não no sentido literal de belo). O filósofo e o poeta na terra de tupã, título provisório."
Escrito por Julio Anselmo às 23h08
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é
esse gesto tão precisamente articulado
nesse seu lábio sedento e seu corpo
clamante em sedução.
nunca minha alma esvaída soube
os pesadelos que eu talvez vivesse
nunca minhas vozes foram tão mortais
ensanguentadas em ácido e álcool
com o torpor e a melancolia
que me são próprios
i l u s õ e s
e seus princípios
ainda permanecem resguardados
no pós-vida de todo esse calor
venha
Escrito por Julio Anselmo às 18h02
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A vinda da corte e a independência real.
Ouvem-se os fados portugueses, ganindo de longe ao mar, como um berro de fuga escapando por entre os serenos exércitos napoleônicos. Estes, clamando e sedentos por uma incessante invasão e tomada de um pacato reino. E cá, na terra desdenhada e selvagem, ocorrem rumores atípicos: “Chegam hoje bárbaros europeus. Com suas vestes extravagantes e seus ares soberbos. Tão logo adentrarão as matas e destruirão a vida, pois são carrascos da morte. Precisando eles, assim, apenas de vida morta para sobreviverem. Esse é o crepúsculo de um reino, não o brasileiro, mas sim o português.”- Deveria esse ser o prenúncio, do povo recém brasileiro (dois séculos), devidamente bramido por entre os soterrados viventes desta terra amargurada e colonizada até as entranhas mais malditas e profundas (exploração e escravismo)?
Brasil? Já não mais existe. Portugal, com sua tenacidade real, trocou de endereço. A identidade e significação do Brasil acabaram ali: naquela ancorada de nobres portugueses flagelados. A destituição do que poderia vir a tornar-se o Brasil, inexistente para os parâmetros internacionais da época, gerou o país contemporâneo conhecido e deturpado. Devido a sua origem, a nação verdadeiramente brasileira nunca existiu. Ela é apenas uma supressão dos reais brasileiros, os que aqui trabalharam e sustentaram sua noção de lar desde momentos longínquos. A realeza aqui instaurada nunca pertenceu a este lugar, tendo desde então dificuldade de adaptação e vivência, configurando, a partir daí, a colônia a seu bel-prazer.
A percepção lusitana das lutas, aqui travadas e erguidas como verdadeiros cerimoniais de guerra e revolta em busca da sossegada e pertinente independência, nos trouxeram o nome do nosso príncipe e posteriormente imperador Dom Pedro I à tona como o insurgente de vossa aristocracia brasileira ou lembrete da chaga portuguesa. Fulgurando, então, pelos passos de Pedro a independência da visada América portuguesa. Figurada sem méritos ou honrarias do verdadeiro povo recém brasileiro.
O lamento diz respeito à falta de legitimidade da independência brasileira, que aqui poderia tomar o nome de independência brasileira para ingleses ou portugueses devido à tamanha associação deste processo com os finais interesses de tais nações. Onde está o Brasil? Nos braços e leitos europeus desde seu nascimento.
Texto participante do concurso organizado pela folha dirigida e sinepe esse ano.
Escrito por Julio Anselmo às 22h10
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encantado pelo desencanto abstrato
em estado de sonolência perpétua e sã fomos traídos pela lucidez
meagarremmeseguremmemordam d eixem sua real interpretaçao condenem a realeza
deixem viver o surrealismo e chorem
eu não pertencia a esse lugar mas agora está tudo tão triste laços embaraçados como antes transpirando como caos tao caótico e isso eu sinto é tão lindo
proferindo sobre as vozes da minha cabeça um pouco desnorteados abandonado em sonhos
os sonhadores morre ram novamente e não foram perante suas cabeças baixas
Escrito por Julio Anselmo às 22h03
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Primeiro levaram os comunistas, Mas eu não me importei com isso, Eu não sou comunista.
Em seguida levaram alguns operários, Mas eu não me importei com isso, Eu também não era operário.
Depois prenderam os sindicalistas, Mas eu não me importei com isso, Eu não sou sindicalista.
Depois agarraram os sacerdotes, Mas como eu não sou religioso, Também não me importei.
Agora estão me levando, Mas já é tarde.
Bertold Brechet, A indiferença
O conformismo... Sentimento intrínseco em nossa sociedade!
Como assunto pertinente ao meu primeiro embate contra os entraves agonizantes, causadores de um modo de reflexão cego e egoísta regente da nossa sociedade, usarei a terminologia "conformismo" como fonte de estudo e análise de conceitos, fatos e assuntos grandiosos cabíveis a esse termo. Não degenerando assim a relação entre fato e conceito muito importante para uma melhor compreensão.
I
Devo assumir que tenho grandes problemas relacionados a como observamos o mundo hoje, este modo quieto e sem argumentos a não ser o discurso de pequenos grupos com sua ortodoxia quase bíblica (não querendo aqui o julgar a coerência de tais grupo).
O incômodo me é gerado pelo evidente e inevitável fato, tendência ou caminho que estamos já trilhando, talvez por herança histórica, pertinente à natureza cíclica da forma do pensamento, arte e cultura em geral; Vivenciando nós a década do vazio. Ressalto ainda a dificuldade das nossas lutas contra as imposições e deturpações sistemáticas sobrepostas pelo aglomerado ínfimo e arrogante que nos subjuga materialmente e ideologicamente. Esta particularidade representada pela inerência entre os meios produtivos e os meios culturais com magna exuberância e inteligência como forma de contenção revolucionária digna de grandes generais, nos reforçando assim a idéia de que vivemos uma guerra invisível, destituída de inimigos declarados ou ideologias anunciadas, o coletivo morreu em todos os lados.
Acomodado agora estão em nosso caráter as noções individualistas e conformistas tragadas pela história e necessárias para a sobrevivência através da ignorância e suor dessa lancinante sociedade e modelo de anseios na vida.
Escrito por Julio Anselmo às 17h32
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O severo fator que abriu meus olhos para a criação de um meio de comunicação quase público!
Os reais motivos para tal inserção no mundo virtual ainda me é desconhecido, mas o que eu posso com alguma segurança agora salientar é minha dolorosa necessidade de argumentar alguns devaneios de toda a sociedade e meus próprios e em algumas ocasiões, onde sensato, correlacionarei tais fatos, idéias e sentimentos.
Primeiramente, o que posso com total aptidão eleger como sendo meu princípio magno é não ter princípios se tratando aqui de um meio de total liberdade de pensamento e meramente expositivo, porém coerente e representante dos meus ideais. Assim sendo, até minhas razões de criação e manutenção deste meio podem e devem ser criticadas e submetidas a severas reflexões.
Quando possível entrará em contato alguns textos de amigos ajudando-me nesta empreitada cruel e necessária, pois toda essa inércia me corrói.
Escrito por julioanselmo às 15h53
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